Mas não agora.

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Quando você saiu pela porta, sem querer, querendo, a saudade entrou pela frestinha aberta.
Entrou, se esparramou no sofá, abriu uma cerveja e cruzou os pés em cima da mesinha de centro.
A mesinha de centro que a gente comprou junto, naquela vez que aconteceu aquele negócio, lembra?
Eu lembro.
Foi tão engraçado.
Você era engraçado.
Pena que a gente foi perdendo a graça.
Ela saiu junto com você pela porta.
Desde aquele dia eu não te vi mais.
A cidade é pequena e eu ainda ando pelos mesmos lugares.
Mas nunca mais te vi.
Engraçado, porque eu te vejo o tempo todo.
Em todo lugar que eu vou.
Escuto suas risadas, escuto sua voz, escuto você, como se tivesse aqui do meu lado.
Toda vez que eu uso a blusa verde ou o cabelo trançado.
Você foi embora pra ficar pra sempre aqui.
Mais do que você ficaria se realmente ficasse.
Provavelmente você iria embora, se ficasse.
Provavelmente.
Mas fui eu que fiquei.
Visto a blusa verde e tranço o cabelo, enquanto me esparramo no sofá e cruzo os pés em cima da mesinha de centro.
Talvez pegue uma cerveja.
Digo que não, mas sei que estou esperando você voltar a qualquer momento.
Comecei a sentir sua falta a partir do minuto em que você foi embora.
Você foi embora?
Ou é que fui?
Nós dois fomos.
E nós dois ficamos.
Com saudade.
Acho que quando você fechou a porta, deixou aberta uma frestinha aqui.
E eu ainda tô esperando você voltar por ela.
Essa história de ficar distante de você já perdeu a graça.
Eu perdi.
Te perdi.
Eu acho.
Não vou te pedir pra voltar.

Mas você vai?

Saudade é o que fica quando todo o resto já foi embora.
Inclusive a gente.


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Porra.
Como eu sinto saudades de você.

Quando, naquele dia, há três anos atrás, você curtiu a minha foto mais antiga, eu nunca imaginei  que um dia fôssemos mudar nosso status de relacionamento juntos, de
solteiros, para casados. E agora, enquanto eu espero para nos falarmos pelo skype, cada um de  um lado do oceano, unidos apenas por uma conexão sem fio, não consigo
deixar de lembrar desses últimos três anos. Cada vez que você publicou no meu mural um link de música do youtube, com letras que pareciam ter sido escritas pra gente,
e eu respondia deixando uma inbox na madrugada, para que o meu ‘bom dia’ fosse a primeira coisa que você visse quando acordasse. Eu sei que até hoje você não me perdoa
por ter curtido aquela foto de sunga do Markinhos, mesmo que eu tenha jurado que foi sem querer. Mas olha, também não era fácil engolir a raiva quando você visualizava
minhas mensagens no whatsapp e demorava horas pra responder. E ter que aguentar as suas fotos de noitadas em bares com aqueles seus amigos então? E fingir que não me
importava, que não tava com ciúme. Mas tudo passava quando eu via aqueles seus tweets de domingo à noite: “a falta que a pessoa certa faz”. E eu sorria e sabia que não
precisava de mention, porque eram todos pra mim. Assim com os milhares de posts apaixonados do meu blog. Todos pra você, do começo ao fim. Daqui a exatos 6 segundos eu vou te ver pela tela, pela última vez antes de você voltar pra perto de mim. Internet é bom, mas não dá pra matar as saudades de verdade. Ela finge que morre, mas volta, assim que eu desligo o computador. Não tem bateria que dê conta, wifi, nem 3G que seja suficiente. Eu te amo. Mas não vou mandar e-mail, não vou publicar, não vou compartilhar. Vou guardar pra te dizer olhando dentro do seu olho, de pertinho, de verdade: porra, como eu senti saudades de você.

Internet é bom, mas não é suficiente.