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Porra.
Como eu sinto saudades de você.

Quando, naquele dia, há três anos atrás, você curtiu a minha foto mais antiga, eu nunca imaginei  que um dia fôssemos mudar nosso status de relacionamento juntos, de
solteiros, para casados. E agora, enquanto eu espero para nos falarmos pelo skype, cada um de  um lado do oceano, unidos apenas por uma conexão sem fio, não consigo
deixar de lembrar desses últimos três anos. Cada vez que você publicou no meu mural um link de música do youtube, com letras que pareciam ter sido escritas pra gente,
e eu respondia deixando uma inbox na madrugada, para que o meu ‘bom dia’ fosse a primeira coisa que você visse quando acordasse. Eu sei que até hoje você não me perdoa
por ter curtido aquela foto de sunga do Markinhos, mesmo que eu tenha jurado que foi sem querer. Mas olha, também não era fácil engolir a raiva quando você visualizava
minhas mensagens no whatsapp e demorava horas pra responder. E ter que aguentar as suas fotos de noitadas em bares com aqueles seus amigos então? E fingir que não me
importava, que não tava com ciúme. Mas tudo passava quando eu via aqueles seus tweets de domingo à noite: “a falta que a pessoa certa faz”. E eu sorria e sabia que não
precisava de mention, porque eram todos pra mim. Assim com os milhares de posts apaixonados do meu blog. Todos pra você, do começo ao fim. Daqui a exatos 6 segundos eu vou te ver pela tela, pela última vez antes de você voltar pra perto de mim. Internet é bom, mas não dá pra matar as saudades de verdade. Ela finge que morre, mas volta, assim que eu desligo o computador. Não tem bateria que dê conta, wifi, nem 3G que seja suficiente. Eu te amo. Mas não vou mandar e-mail, não vou publicar, não vou compartilhar. Vou guardar pra te dizer olhando dentro do seu olho, de pertinho, de verdade: porra, como eu senti saudades de você.

Internet é bom, mas não é suficiente.

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