brain

Eu não sei se alguém já te disse isso, mas seu cérebro é uma delícia.

As curvas dele me enlouquecem todo dia, o dia todo. Cada palavra que sai da sua boca, esses pensamentos que você escolhe dividir comigo de vez em quando, os seus sonhos, os seus planos, as suas loucuras, as suas vontades absurdas…

Eu acho tudo tão completamente atraente, tão desejável. Você disserta sobre o vazio existencial e a sua própria introspecção melancólica em seis idiomas, enquanto eu, mesmo sem entender uma palavra, só consigo pensar que nunca achei a mente de alguém tão sexy quanto eu acho a sua.

Sério. Se me pedissem para escolher entre desabotoar seu jeans ou ter acesso ao conteúdo da sua caixa craniana, eu definitivamente escolheria a segunda parte. É que os seus neurônios e suas charmosas sinapses ganham de qualquer tanquinho, de qualquer bronzeado carioca por aí.

Não, não são seus óculos, nem essa pose de intelectual enquanto senta no metrô e lê um livro estrangeiro. É quando você cita de cabeça alguma frase incrível de algo que você leu há quinze anos  e diz que achou que tinha tudo a ver comigo. Ou quando você começa a sentença com “eu estava pensando naquela nossa discussão e cheguei à conclusão que”.

Nessa hora, os pelinhos do meu braço se arrepiam, desce um arrepio pela minha espinha e eu tenho vontade de te perguntar se você acha que isso é uma reação química da minha hipófise ou pura biologia humana e primitiva. De fato, suas palavras me causam tanto tesão, que eu coleciono todas elas, só para ler depois várias e várias vezes até me satisfazer, intelectualmente falando, é claro.

Mas não adianta, porque o prazer que o seu cérebro causa no meu é como o tamanho do  universo: não pode ser comprovado, mas todo mundo sabe que tende ao infinito.

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