Amor daquele que arranha, machuca e incomoda.

Que rasga seu sofá, mastiga seus sapatos e faz sujeira o tempo todo. Não te deixa dormir, faz barulho e pede atenção o tempo todo.

Mas mesmo assim, você se pega olhando e pensando: como é possível gostar tanto desse ser mesmo assim?

Porque gostar desse jeito é encontrar perdão e justificativa para cada erro. No fim das contas o sofá nem era tão bonito assim, o sapato fazia calo e sempre se pode lavar o chão da sala pela décima nona vez.

Mas quando você chega, meu coração late feito louco e quer ir te receber na porta, ganhar um afago, um pedacinho de atenção. Mas eu só me sento e espero, porque fui ensinada a me comportar.

Nessa história eu nunca sei quem é o dono e quem é o vira-lata apaixonado.

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